Ergo-me da terra
O navio surge
no martírio das águas
O homem acena
sem razão
O areal induz
a melancolia da tarde.
Olho para o lugar
onde tudo aconteceu.
É indiferente.
Já não o reconheço
como outrora.
O céu mudou
Já não é a mesma luz.
Do espanto nada restou.
Percorro o sombrio caminho
de nenhum-lugar.
Perco-me
na tarde dos pássaros à beira-mar.

Eu sou do tamanho do que vejo.
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo. Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer, Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura (...) Alberto Caeiro-
O que tenho andado a escrever.
Video: Eu sou do tamanho do que vejo
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